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Lente EDOF ou multifocal: qual escolher? E a direção noturna?

Por Dr. Augusto Legnani Neto6 de setembro de 20263 min de leitura
Vista do interior de um carro ao anoitecer, com a estrada e pontos de luz ao fundo.
Imagem ilustrativa. Não representa paciente ou resultado de procedimento.

Lentes EDOF costumam priorizar uma faixa de visão de longe ao intermediário; multifocais, incluindo trifocais, podem ampliar a autonomia para perto. A escolha depende de quanto você valoriza cada distância, dos seus olhos e da tolerância a halos e alterações de contraste. 1 2

Eu não consigo escolher apenas com o nome de uma categoria. Preciso entender o modelo considerado e como a sua visão é usada no dia a dia.

Comparação para a vida real

OpçãoPrioridade habitualPonto a discutir
MonofocalUma distância, frequentemente longeÓculos para as demais distâncias.
EDOF, ou foco estendidoLonge e intermediárioLeitura fina pode exigir óculos; efeitos luminosos variam com o desenho.
Multifocal/trifocalMais de uma distância, incluindo pertoHalos e contraste em pouca luz merecem atenção.

“EDOF” reúne diferentes desenhos ópticos. Monofocal aprimorada também não é sinônimo de EDOF. O nome comercial deve vir acompanhado de uma explicação sobre o desempenho esperado e suas limitações. 2 3

Qual é a melhor lente intraocular para dirigir à noite?

Não existe uma melhor lente para todos os motoristas. Para quem depende muito da direção noturna, uma monofocal pode merecer prioridade na discussão por seu perfil óptico; aceitar óculos para perto pode ser uma escolha coerente. Algumas EDOF também podem ser consideradas, conforme o modelo e o exame. 3 4

Uma trifocal não impede automaticamente a direção noturna. Entretanto, halos, ofuscamento e redução de contraste podem incomodar, e a adaptação não é garantida. Nenhuma categoria assegura ausência de halos ou habilita, por si só, alguém a dirigir com segurança. 4

Ao planejar a cirurgia, conte se dirige por trabalho, em rodovias pouco iluminadas ou em longos trajetos. Se já operou e os faróis atrapalham, é preciso avaliar a causa antes de atribuir tudo à lente. Dirija apenas quando houver condição visual adequada e liberação do médico responsável.

Ler sem óculos é a minha prioridade. Isso decide a lente?

Ajuda a orientar a conversa, mas não decide sozinho. Eu preciso saber se você lê mensagens rápidas, livros por muito tempo ou letras pequenas. Distância, iluminação e exigência visual mudam a tarefa. Mesmo quando a estratégia amplia a visão de perto, óculos podem continuar úteis.

O que eu perguntaria na consulta?

  • Qual é o modelo considerado e por que ele combina com meus exames?
  • Em quais tarefas ainda posso precisar de óculos?
  • O que posso perceber ao olhar faróis à noite?
  • Que alternativa existe se eu priorizar contraste ou leitura?
  • Como será o acompanhamento se eu não me adaptar?

Vale chegar à decisão conseguindo explicar, com suas próprias palavras, o benefício buscado e a limitação que aceitou.

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Referências desta página

  1. ESCRS: Recommendations for Cataract Surgery
  2. American Academy of Ophthalmology / EyeWiki: Presbyopia-Correcting IOLs
  3. ESCRS: Sorting Out Simultaneous Vision IOLs
  4. ESCRS: Cataract Surgery, Patient Portal

Vamos relacionar essas informações ao seu caso?

Uma avaliação permite revisar suas prioridades visuais, os exames e as alternativas que fazem sentido para os seus olhos.

Dr. Augusto Legnani Neto

Oftalmologista · CRM-PR 18.987 · RQE 14.962

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